A New Way of Flying 

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Tendência sem retorno

No Brasil, embora recente, a propriedade compartilhada ganha cada vez mais adeptos. Com os negócios aquecidos, os empresários buscam independência em relação à aviação regular para cumprir suas agendas com agilidade. Mas aeronaves envolvem uma logística onerosa. São despesas com manutenção, hangaragem, seguro, leasing, tripulantes e etc. Apesar de não ser nenhuma novidade o compartilhamento de bens, essa característica na aviação executiva já é amplamente aceita e difundida entre operadores de aeronaves privadas no exterior e já aqui no Brasil.

A venda compartilhada de aviões e helicópteros é um negócio que vem de encontro a uma nova cultura de propriedade em ativos de alto valor imobilizado e é ideal a aquelas pessoas que necessitam utilizar uma aeronave entre 10 a 25 horas por mês (estatística de utilização média em aviões particulares) . A pessoa tem sua própria aeronave, fracionada, sem precisar gerenciar o aparelho, lidar com questões burocráticas e arcar sozinho com os onerosos custos fixos.

Em uma analise fria e racional, a propriedade exclusiva de um avião somente se justifica por duas razões: para aqueles operadores que façam uso intensivo e praticamente diário da aeronave, se deslocando acima de 50 horas mensais, ou então pela simples vaidade pessoal.

É uma tendência sem retorno. Começa a haver a mudança cultural com a valorização do que interessa, que é a utilização e não mais a propriedade. Não se trata de falta de dinheiro para os usuários de bens compartilhados, muito pelo contrario, mas é a falta de sentido em ter muitos milhões de dólares imobilizados combinado com os elevados custos mensais em se considerando a pouca utilização na grande maioria dos casos.

Afinal, o que é caro? Caro é aquilo que se usa pouco!

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